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sábado, 9 de março de 2019

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Aluno não é cliente


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Ficou chocado? Pois vou repetir: ALUNO NÃO É CLIENTE! O conceito de cliente vem do latim cliens: pessoa que tem acesso a um produto ou serviço mediante pagamento. Educação não é comercio, Educação não é produto, Educação não é prestação de serviço.

Educar é a ação de promover a Educação, que compreende todos os processos, institucionalizados ou não, que visam a transmitir determinados conhecimentos e padrões de comportamento a fim de garantir a continuidade da cultura de uma sociedade. No sentido mais amplo, educar é socializar, é transmitir os hábitos que capacitam o indivíduo a viver numa sociedade.

Aluno não é cliente, porque para se aplicar um processo sério de Educação, nem sempre vamos conseguir agradá-lo como um real cliente deve ser agradado durante todo o processo.

Quando entramos em uma loja, esperamos ser bem atendidos e bajulados do momento que entramos, que colocamos o pé na loja, até a porta, onde o vendedor tem por obrigação e o hábito de nos acompanhar até a saída.

Em uma escola, nem sempre isso acontece. O aluno tem que ser educado e isso, às vezes, é um processo dolorido, pois nem sempre ouve o que quer, já que o interesse maior não é agradá-lo e sim educá-lo, torná-lo melhor, melhor pessoa, melhor ser humano, para que possa evoluir.

O aluno quer um professor de muito conhecimento e vivência. Prática e vivencia só se obtêm por meio de experiências que muitas vezes o aluno ainda não experimentou.

Nem sempre o discente aceita de forma fácil ou amigável a essência do professor, que é de quase um pai, do ponto de vista de responsabilidade. Pelo menos é isso que se espera desde a educação fundamental até a superior. Um educador é uma pessoa disposta a transmitir a seu educando conhecimento e vivência, o que é doloroso para ambos.

Entretanto, o que importa realmente é o resultado final, a evolução do educando, que, nos níveis superiores, resulta no aluno se tornando um grande profissional e fazendo diferença em sua vida e na sociedade.

Penso dessa maneira por causa dos meus 26 anos docência, como professor. Por vezes, muitos de meus alunos que me odiaram, hoje são grandes amigos e profissionais de sucesso.

Muitos se chatearam comigo, mas eu não os bajulei, eu não os agradei, eu fiz o que era melhor para que eles se tornassem os melhores, os mais capazes, os mais fortes. Ou seja, se eu tivesse aplicado a eles o conceito puro de cliente, eu iria me preocupar em agradá-los e não em torná-los os melhores!

O mundo não é um mar de rosas, o mundo é um campo de batalhas, onde apenas os mais fortes vão sobreviver e não há lugar para pessoas mimadas.

Se o aluno quer ser bajulado, não serve para ser meu aluno, pois nosso foco é fazer dele o melhor. Essa cultura é tão verdadeira que os melhores alunos se tornam nossos professores.

Educar não é vender conhecimento, educar é preparar o aluno para os desafios de um mundo que avalia não por todos os acertos, mas pelo único erro. Num único erro um médico mata seu filho, em um único erro um engenheiro derruba um prédio, uma ponte e mata centenas de pessoas, em um único erro um economista quebra um país inteiro.

Não podemos tratar a educação como um comércio e os alunos como clientes que precisam ser agradados e bajulados, porque a finalidade de educar é preparar e não agradar. O processo de formação e preparação nem sempre é agradável, mas os fins justificam os meios, e o que realmente vale é se tornar o melhor ou estar entre eles.

Portanto, aluno não é cliente e Educação não é comércio. Entendeu ou eu vou ter que desenhar?

Darwin Pacheco Júnior é professor, especialista em educação superior, é fundador da Dalmass Serviços Educacionais, empresa de Pós-Graduação 100% presencial, líder de mercado no Norte do País.

Website: http://www.dalmass.com/

Blog: https://blog.dalmass.com/aluno-nao-e-cliente/

quarta-feira, 18 de abril de 2012

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As escolhas de cada um

Cláudia D’Avila

   Viver já é uma escolha. Desde a concepção fazemos escolhas que interferem na nossa vida. Quando pequenos, temos quem nos oriente, nos conduza, nos proteja.
   Ao crescermos ganhamos autonomia e, aos poucos, o discernimento de escolher valores, atitudes, caminhos a trilhar...
   Cada ser é único, e, portanto, decide por onde quer seguir, independentemente de ser criança ou adulto. Estas decisões, muitas vezes, implicam em tomadas de atitudes capazes de mudar o curso da própria história... Um caminho bem escolhido é fruto de um suporte emocional bem estruturado.
   A família tem fundamental importância nas boas escolhas que cada um faz ao longo da vida... Os laços familiares unem, sustentam e fortalecem. Eles são o alicerce pelo qual a construção dos sonhos é segura.
image   A escola, por sua vez, tem um papel muito importante em relação às escolhas... ela é uma ponte que une o sonho à realidade, dá subsídios para acreditar e realizar, aponta caminhos possíveis, prepara e educa, dá limites, incentiva...
   A sociedade, numa visão mais ampla, é o próprio caminho a ser percorrido...  escolhas por vezes fáceis, ou difíceis, brilhantes, ou nem tanto, sofridas, amargas,dolorosas, ou felizes... Armadilhas a desviar... obstáculos a transpor... dificuldades a superar...
   A todo tempo e lugar precisamos fazer escolhas. Boas escolhas. Quanto mais equilíbrio, serenidade e bom senso tivermos, mais sabiamente saberemos escolher. 
   As escolhas que cada um faz ao longo da vida são parte da própria evolução. Isto também implica em renúncias, que, muitas vezes, pode ser sabedoria...
   Ser livre é ser íntegro com seus pensamentos, palavras e atitudes. A liberdade de escolha está presente em nós, é uma faculdade que nos acompanha durante a nossa existência e nos possibilita sermos/ estarmos melhores a cada dia. Mas, em contrapartida, há quem não faça boas escolhas... isto já é decisão de cada um...
   Ao decidirmos por caminhos seguros e acertados, mais um degrau na escada evolutiva é superado... Em cada escolha, um novo aprendizado... Uma etapa vencida...
   Escolher significa ter opções. Quando há opções, há alternativas... As escolhas que fizemos podem até divergir umas das outras, mas a vontade de acertar é latente em todas elas.
   Sabedoria... Equilíbrio... Persistência... Intuição... são palavras-chave para que escolhas sejam feitas com  corpo, alma e coração.

Texto publicado em: http://www.diarioregionalrs.com.br/colunas/6/Toque_Diario

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